terça-feira, 28 de setembro de 2010

História

A palavra ícone significa imagem, mas precisamente pinturas religiosas em geral, a maioria em retábulos de maderia no estilo bizantino, de origem grega ou russa e são mas utilizadas no culto religioso das igrejas ortodoxas orientais.
Em uma antiga tradição São Lucas se mostra como o primeiro pintor de ícones, sendo eles da Virgem e o Menino. Os retratos de Fayum, pinturas em retábulos que são mascaras modeladas em relevo em caixões de múmias, foram os precursores diretos dos primeiros ícones.
Os ícones mais antigos que ainda estão presentes datam dos seculos V e VI que vêm do convento de Santa Catarina, utiliza a técnica da encáustica de cera, as cores, geralmente de fontes minerais. Um ícone ao ser escrito, quando o artista vai pinta-lo, não se diz pintar mais sim escrever, pois esta arte requer um estilo especial, que não é mera imitação naturalista da vida. É teologia visual ou as Sagradas Escrituras em quadros, de fato na iconografia, a técnica do desenho assemelha-se à da caligrafia. Utiliza-se padrões geométricos.
Depois do século VIII. após o primeiro período iconoclasta, que foi o tempo onde as autoridades do Império Bizantino mudaram totalmente o uso dos ícones, e uma proibição pelo imperador Leão III e seu filho Constantino V, fizeram com que vários ícones fossem destruidos, e a controvérsia iconoclasta, surgiu a técnica de útilizar ovo em vez de cera para ligar as cores, ficando assim até a época moderna sem nunca aceitar o óleo como veículo para ligar as cores.
Durante séculos os ícones foram escritos por diversos membros da comunidade religiosa, que moravam em conventos, eles formavam uma equipe de trabalho, e realizava a escrita utilizandouma determinada escola com a direção de um mestre, como a escrita de um ícone é o oposto da espressão subjetiva, pois reque identificação com uma tradição, exigindo disciplina, dedicação e humildade, por isso muitos iconógrafos jejuavam e faziam exercícios espirituais em preparação para a escrita.

Fonte:
K. THOMAS, Meditações sobre os ícones, Meditations on the icons, St. Paulus, Londres, 1993